Logo após a imprensa toda noticiar as graves e estarrecedoras ameaças que o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) recebeu de milicianos e o convite da Anistia Internacional para sair do país até que seja montado um esquema de segurança eficiente, coisa que a incompetente Secretaria Estadual de Segurança não havia conseguido fazer, veículos de comunicação das Organizações Globo, tentaram deslegitimar os motivos do deputado, alegando que Freixo iria dar palestras no exterior e que havia omitido isso para tirar proveito político. Notícia que foi logo desmentida pela própria Anistia Internacional, que confirmou que o convite visava à proteção do parlamentar fluminense.
A desfaçatez do Grupo Globo parece não ter limites. Quando o bom senso e a responsabilidade social indicavam para a promoção de uma discussão em torno do perigoso fortalecimento de grupos milicianos que controlam várias localidades no Estado do Rio de Janeiro, essa instituição que tanto diz prezar pelos valores morais e pelo bem social, desvia o foco para um discussão política despropositada. Talvez motivada por um receio da popularidade que Marcelo Freixo pode ganhar com o caso das ameaças. Receio porque o deputado, que foi quem inspirou a criação do personagem Fraga no filme "Tropa de Elite II", é um dos possíveis candidatos à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro nas eleições do ano que vem. Uma vitória de Freixo, de notória ideologia esquerdista, não deve ser vista com bons olhos pela Globo, notoriamente burguesa, capitalista e elitista.
Enquanto Marcelo Freixo não volta da Europa e ainda se aguarda definições do cenário político para o ano que vem, cabe à sociedade já ir refletindo sobre essa questão. Será que seria bom para a população a manutenção do modelo de governo defendido pela Globo e aproveitado por políticos de índole duvidosa como o prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral e também por políticos ligados a milicianos como o apresentador da Rede Record (outra emissora de negócios obscuros) Wagner Montes? Será que não seria melhor optarmos por uma mudança real na maneira de se governar, sem imediatismos, populismos e obras eleitoreiras de orçamento duvidoso? Uma maneira de governar que realmente olhe para áreas essenciais para a população como saúde, educação e segurança, sem planos que são mais medidas paliativas (e novas formas de ganhar dinheiro), do que soluções de fato.
Parece-me que políticos como Marcelo Freixo, que não se calam, que não se acomodam diante das atrocidades que são cometidas contra a população, podem representar essa nova maneira de fazer política. Não custa nada tentar, custa-nos é continuar nesse mar de lama que para onde estão levando a cidade e o estado do Rio de Janeiro.
Nilvio P. Pinheiro
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