"A Arte é a dimensão anárquica da matéria onírica"
Gláuber Rocha

segunda-feira, 16 de abril de 2012

METAMORFOSE AMBULANTE, DOCUMENTÁRIO MAGNETIZANTE


Parece notório que o cinema brasileiro atravessa uma fase bastante frutífera no que se trata de documentários. É indiscutível a genialidade de um artista como Raul Seixas, simplesmente um mito. Então o resultado da união do bom momento de nossos documentários com a força de Raulzito só poderia ser excelente. E é justamente o que o filme de Walter Carvalho, “Raul: o início, o fim e o meio”, é: excelente.
                Confesso que sou suspeito e não tão isento para falar do filme, já que sou grande admirador da obra do Maluco Beleza. Mas o filme vai além do mito e chega até o menino baiano que gostava de se vestir e de andar à moda Elvis. Revela muito do homem e não fica apenas no mito. O documentário não se furta de polêmicas como a questão de que Marcelo Nova teria se aproveitado da imagem do roqueiro baiano para se promover. Não foge da inquietante vida amorosa e nem da fase um tanto satanista de Raul ao lado de Paulo Coelho.
 É um documentário que traz histórias hilárias contadas em depoimentos de várias pessoas que fizeram parte da vida de Raul. Desde anônimos amigos de infância até um Caetano Veloso que em meio a várias falas nos presenteia com uma interpretação de “Ouro de Tolo”. E claro, há a forte presença do próprio cantor no longa. Raul aparece em clipes, gravações de shows, filmagens de momentos inusitados e até gravações de áudio como a de que canta uma música de Elvis tendo apenas nove anos de idade.
Não é um documentário recomendável. É obrigatório para quem acompanha e admira a obra do artista. E imprescindível para quem gosta de música ou de cinema. Vá, mergulhe no louco e genial mundo da Metamorfose Ambulante chamada Raul Seixas. Ele merece, e você também.

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